VerityRank

Relatório do Setor

Top 10 Marcas de Criação de Gado e Aves

October 2026·Equipe de Pesquisa VerityRank

Um ranking de marcas de pecuária e avicultura coloca no topo duas empresas que não criam animais: a JBS e a Tyson Foods ganham dinheiro abatendo, cortando, embalando e negociando animais em vez de criá-los, enquanto a empresa que cria mais animais do que qualquer outro negócio na Terra fica em quinto lugar.

Essa inversão é o achado, não uma peculiaridade da pontuação. A JBS reportou US$ 86,2 bilhões no exercício fiscal de 2025 em mais de 500 plantas de processamento em mais de 190 países, com capacidade diária para 100.000 bovinos, 140.000 suínos e 14 milhões de aves, com 280.000 funcionários. A Tyson Foods faturou US$ 54,44 bilhões com 133.000 funcionários, mais de 100 unidades de produção primária e exportações para mais de 130 países. Nenhuma das duas demonstrações de resultado é dominada pelo celeiro; ambas são dominadas pelo abatedouro, pela linha de desossa, pela cadeia de frio e pela mesa de negociação. A Tyson passou 2025 fechando plantas de carne bovina no Kansas e em Illinois porque o gado vivo ficou caro demais para passar por elas, o que não é uma decisão que um negócio toma quando o próprio animal é a margem. Uma tabela de marcas de pecuária e avicultura, portanto, mede o meio da cadeia, onde o animal se torna carne, não o início dela.

As posições na Fortune seguem a mesma lógica: dois dos dez são membros do Fortune Global 500, a JBS em 167º com US$ 77.182,6 milhões e a Tyson Foods em 278º com US$ 53.309 milhões, e são também os dois únicos participantes cuja própria receita supera a linha de US$ 32,2 bilhões traçada pela lista de 2025. A lista adota as contas protocoladas para o ano que cobre, não o último exercício fiscal, mas a direção se mantém. No Índice de Autoridade de Marca de Pecuária e Avicultura, a faixa de 90 a 100 pertence a empresas que superam essa linha em seus próprios livros. A JBS, com US$ 86,2 bilhões, e a Tyson, com US$ 54,4 bilhões, superam. A WH Group, com US$ 28,03 bilhões, a maior das demais, não supera, e nenhuma outra também. A qualificação não se transmite: uma divisão ou uma subsidiária parcialmente detida é pontuada pela receita que ela própria registra, e é por isso que a entidade que protocola as contas do grupo e a empresa que carrega a marca diferem.

Nenhum participante testa esse limite com mais rigor do que a New Hope Liuhe. Sua controladora, a New Hope Holding Group, está em 426º na lista Fortune de 2025. A empresa aqui pontuada, a New Hope Liuhe (SZSE: 000876), é a subsidiária listada desse grupo e não herda nada dessa posição. Seu próprio faturamento de cerca de US$ 15,0 bilhões fica bem abaixo de US$ 32,2 bilhões, e a operação não é o problema: a New Hope Liuhe opera mais de 300 oficinas de produção em mais de 10 países, com capacidade de ração acima de 28 milhões de toneladas por ano, mais de 500 milhões de aves abatidas e mais de 16 milhões de suínos criados anualmente com cerca de 70.000 funcionários. Essa é uma pegada industrial de dez primeiros, e ela fica em sétimo lugar com 85 pontos, cinco pontos fora da faixa que uma subsidiária não pode tomar emprestada.

A Muyuan é o contrapeso, e a razão pela qual esta tabela recompensa uma segunda leitura. Ela criou 77,981 milhões de suínos em 2025 com 127.600 funcionários e registrou RMB 144,145 bilhões, cerca de US$ 20,2 bilhões, quase tudo proveniente de vendas na China; nenhum outro participante extrai tanta receita do próprio animal. Seu braço de abate processou 28,663 milhões de cabeças, alta de 128,9% ano a ano, atingiu 98,8% de utilização da capacidade e registrou seu primeiro ano completo de lucro, e o custo total de produção caiu para RMB 12 por quilograma, o mais baixo do setor. A Muyuan é o que esta categoria parece ser quando a fazenda é o negócio. Ela pontua 89, três pontos atrás da Tyson e um à frente da WH Group, porque US$ 20,2 bilhões ainda são US$ 20,2 bilhões sob o peso de 30% da receita. O índice encontrou o produtor puro mais forte do campo e não conseguiu elevá-lo aos 90, o que diz mais sobre esta categoria do que qualquer número acima.

A coluna de pontuação lê 92, 92, 88, 89, 89, 87, 85, 82, 82 e 81 de cima para baixo, e não é monotônica: a CPF e a Muyuan carregam 89 em quarto e quinto lugares, enquanto a WH Group fica em terceiro com 88. Um ponto é uma distância de arredondamento dentro de um peso de 35% de influência de marca, e um índice de marca pode permitir que um nome reconhecido pelos compradores supere um que não é, desde que o leitor veja a troca. O que importa é a amplitude. Onze pontos separam o primeiro do último, enquanto a receita por trás varia de US$ 86,2 bilhões a US$ 4,262 bilhões, um fator de vinte. Os testes ponderados ordenam esta tabela; o balanço fornece uma entrada em quatro.

A pureza de categoria é a entrada menos visível de fora, e ela define várias posições. A WH Group extrai mais da metade de seu faturamento e mais de 90% de seu lucro operacional de carne embalada em vez de carne suína fresca, de modo que um grupo capaz de processar mais de 50 milhões de suínos por ano é julgado como um negócio de alimentos de marca, sobre US$ 13,5 bilhões de receita chinesa. A CPF ganha no padrão oposto: cerca de 68% da receita é registrada fora da Tailândia, contra 571,135 bilhões de bahts tailandeses, cerca de US$ 18,2 bilhões, com lucro líquido em alta de 29%, para cerca de US$ 804 milhões, e só no Vietnã movimenta 6,8 milhões de suínos e 66 milhões de frangos de corte por ano. Dois conglomerados, um pontuado pelo rótulo e outro pelo mapa.

A Fonterra é a única participante aqui cujo produto nunca entra em um abatedouro. Ela coleta e processa mais de 16 bilhões de litros de leite por ano em 28 grandes plantas automatizadas na Nova Zelândia, exporta para mais de 130 países e reporta NZ$ 26,0 bilhões, cerca de US$ 16,0 bilhões, com cerca de 19.000 funcionários e cerca de US$ 4,2 bilhões desse faturamento vindos da China. Suas unidades são negociadas na NZX e na ASX, mas os proprietários são as fazendas leiteiras que a abastecem, um arranjo cooperativo que os outros nove não compartilham. A estratégia agora aponta para longe da prateleira: a Fonterra está separando suas marcas de consumo, entre elas a Anchor, para concentrar capital em ingredientes B2B. Um índice de marca é chamado a recompensar o nome na embalagem, e a maior decisão estrutural na história recente do grupo remove uma.

A Wens mostra como a mesma indústria se parece quando o alojamento dos suínos fica fora do balanço. Ela trabalha com 45.000 famílias agrícolas cooperadas, vende mais de 30 milhões de suínos e mais de 1,1 bilhão de aves por ano sobre RMB 103,862 bilhões, cerca de US$ 14,6 bilhões, com 52.000 funcionários, devolvendo RMB 13,2 bilhões a essas famílias enquanto traz seu índice de endividamento de volta a 49,8%. A Muyuan constrói os galpões e os possui; a Wens contrata os galpões e paga pela produção. Sete pontos separam as duas, o que é uma distância pequena para duas estruturas de ativos tão diferentes.

Os dois últimos participantes abordam a categoria por bordas opostas. A BRF reporta R$ 65,2 bilhões, cerca de US$ 11,8 bilhões, de 35 plantas no Brasil e 5 no exterior, exportando para 117 países, com o nome Sadia remontando a 1934 e plantas halal na Arábia Saudita e na Turquia. A Cal-Maine reporta US$ 4,262 bilhões de receita e US$ 1,220 bilhão de lucro líquido, uma margem perto de 28,6% em um negócio onde dígitos únicos são normais, com 51,8 milhões de galinhas poedeiras, mais de 1,1 bilhão de dúzias de ovos e 49 granjas de postura, 50 plantas de embalagem e 30 fábricas de ração operadas por cerca de 4.000 pessoas. É a única participante de categoria única aqui e a única sem nenhuma receita chinesa. Seu resultado de 2025 expõe a variável que nenhum organograma de propriedade captura: a influenza aviária altamente patogênica dizimou o plantel americano, os preços subiram, e o lucro foi feito pela doença, não apesar dela. O risco biológico decide qual dessas empresas tem um bom ano, e nenhuma ponderação o protege.

Índice de Autoridade de Marca de Pecuária & Avicultura
A VerityRank pontua marcas de pecuária e avicultura em quatro testes ponderados:
• Influência e Reconhecimento de Marca (35%): reconhecimento do nome entre consumidores e compradores comerciais, interesse de busca em relação à categoria e posicionamento em questões ambientais e de bem-estar animal.
• Escala de Receita Global (30%): faturamento do exercício fiscal de 2025 em dólares, a parcela registrada na China e a resiliência de lucro em lucro líquido e EBITDA.
• Pureza de Categoria e Participação na Receita (20%): a parcela do faturamento proveniente de animais de corte, animais leiteiros, aves vivas e ovos, plantel de reprodução e a ração por trás deles.
• Cadeia de Suprimentos Global e Base de Produção (15%): plantas próprias, abatedouros e fábricas de ração, países onde opera e para onde exporta, volume processado e funcionários.
A pontuação mais alta nesta página é 92 e a mais baixa é 81.

Fontes de Dados
As fontes principais incluem as divulgações de relações com investidores da JBS, as divulgações corporativas da Tyson Foods, o perfil corporativo da WH Group, os destaques de receita da CPF, as divulgações corporativas da Muyuan, os resultados e divulgações da Fonterra, as divulgações corporativas da New Hope Liuhe, os protocolos e resultados da Cal-Maine Foods e a lista Fortune Global 500 de 2025. Os números da Muyuan, da Wens e da BRF baseiam-se em seus protocolos em Shenzhen, Xangai e São Paulo e em cobertura comercial nomeada.

Aviso legal: Os números vêm de demonstrações auditadas, protocolos de bolsa e publicações de empresas, e as posições na Fortune são lidas da lista publicada de 2025, em vez de inferidas do faturamento. A VerityRank não aceita pagamento de nenhuma empresa por inclusão, exclusão ou posição. Os valores permanecem na moeda de reporte, os equivalentes em dólares são aproximados, e os exercícios fiscais terminam em datas diferentes. A participação na Fortune pertence à entidade que protocola as contas consolidadas do grupo e não se transmite a uma divisão, uma marca ou uma subsidiária parcialmente detida; aqui isso separa a New Hope Holding Group, em 426º, da empresa operacional listada que é pontuada. Os totais de segmento e de grupo não são intercambiáveis, e cada pontuação se vincula à entidade nomeada no cartão, de modo que a receita registrada por uma controladora, um acionista ou um licenciador de marca é tratada como distinta da receita operacional da empresa avaliada.

Top 3

  1. 01JBS S.A.92
  2. 02Tyson Foods Inc.92
  3. 03WH Group Limited88

10 Empresas · 6 Países · 2026.10

Top 10 Rankings

Edição 2026.10
1JBS S.A.

JBS S.A.

Brasil

A JBS S.A. é a maior empresa de processamento de carnes do mundo, com sede em São Paulo, Brasil. Através de agressivas aquisições globais e integração vertical, a empresa estabeleceu uma vantagem de escala incomparável nas áreas de abate, processamento e venda de carne bovina, aves e suína. Com uma receita de 72,4 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2024, as suas operações abrangem mais de 190 países, com mais de 500 unidades produtivas, posicionando-a como um centro central na cadeia global de fornecimento de proteínas. Atualmente, a empresa planeia desmembrar e listar o seu negócio de alimentos processados nos EUA e internacionalmente (JBS Foods) para focar e libertar o potencial das suas operações a jusante de maior valor acrescentado.

Pontos fortes: Os principais pontos fortes da JBS são a enorme escala e as vantagens de custo derivadas da sua liderança global impulsionada por aquisições em múltiplas categorias de proteína (bovina, aves, suína), além do forte controlo de fornecimento e eficiência operacional proporcionados pela sua cadeia verticalmente integrada, que vai desde ração e criação até processamento e vendas com marca.

Pontos fracos: A principal fraqueza da empresa são os graves desafios ambientais, sociais e de governança (ESG) que enfrenta, especialmente os riscos significativos contínuos para a sua reputação de marca e relacionamento com clientes devido a alegações que ligam a sua cadeia de fornecimento ao desmatamento da Amazónia. Além disso, a sua marca-mãe tem baixo reconhecimento nos mercados consumidores, e a rentabilidade do seu negócio principal é vulnerável a flutuações nos preços de ração e gado.

Founded

1953

Workforce

280,000

Facilities

500+ Fábrica de Processamento

Presence

190+ Países

HQ

Brasil

Market cap

$42.9B

Market

B3: JBSS3
Alimentos & BebidasAlimentos e BebidasProdutos Agrícolas
2Tyson Foods Inc.

Tyson Foods Inc.

Estados Unidos

A Tyson Foods, Inc., sediada em Springdale, Arkansas, é a maior empresa de processamento de carne dos Estados Unidos. Esta líder verticalmente integrada opera em quatro segmentos principais: carne bovina, suína, frango e alimentos preparados, processando aproximadamente 45 milhões de frangos, 130 mil cabeças de gado e 300 mil porcos por semana. Com controlo total da cadeia de abastecimento, desde a criação até à venda de marcas, a Tyson domina o mercado de carne dos EUA, registando uma receita de 52,8 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2023 e ocupando a 70.ª posição no ranking Fortune 500.

Pontos fortes: O modelo de negócio verticalmente integrado proporciona um controlo abrangente sobre toda a cadeia de abastecimento, da produção agrícola à distribuição. Apoiada por marcas fortes como Tyson, Jimmy Dean e Hillshire Farm, mantém posições de liderança nos segmentos de frango, carne bovina e suína nos EUA.

Pontos fracos: Exposição significativa à volatilidade dos custos das matérias-primas, especialmente preços de ração e gado. A expansão internacional continua limitada, enfrentando pressões de rentabilidade, desafios no mercado de trabalho e mudanças nas preferências dos consumidores por proteínas alternativas.

Founded

1935

Workforce

133,000

Facilities

mais de 200

Presence

Mais de 100 países

HQ

Estados Unidos

Market cap

$19.3B

Market

NYSE: TSN
Alimentos e BebidasProdutos AgrícolasProdutos Agrícolas

WH Group Limited é a maior empresa de carne de porco do mundo, com sede em Hong Kong e sede operacional em Luohe, na China. A empresa cobre toda a cadeia de produção, desde a criação de suínos até ao abate e processamento de produtos cárneos, processando mais de 50 milhões de suínos anualmente. Com marcas de renome como Shuanghui e Smithfield, alcançou uma receita de 27,2 mil milhões de dólares em 2022, exportando para mais de 40 países em todo o mundo, consolidando a sua posição dominante através da integração vertical e da sinergia entre a China e os EUA.

Pontos fortes: Estabeleceu uma integração vertical completa, desde a criação até à distribuição, garantindo o controlo de qualidade em toda a cadeia de abastecimento. Mantém a maior capacidade de processamento de carne de porco do mundo, abatendo mais de 50 milhões de suínos por ano. Aproveita a sinergia dos mercados China-EUA e a estratégia de marca dupla para uma presença significativa no comércio global de carne de porco.

Pontos fracos: Enfrenta a volatilidade do ciclo suíno, gerando riscos de preço e incertezas operacionais. Desafios persistentes na prevenção de doenças ameaçam a estabilidade da cadeia de abastecimento. Mudanças nas políticas de comércio internacional e fatores geopolíticos aumentam os riscos de negócio. O aumento dos custos das matérias-primas comprime significativamente as margens de lucro.

Founded

1958; group restructured and listed in 2014

Workforce

106,000

Facilities

Mais de 100 unidades de abate e processamento na China, nos Estados Unidos, na Polónia, na Roménia e no México

Presence

mais de 200

HQ

Hong Kong

Market cap

$10.6B

Alimentos & BebidasAlimentos e BebidasProdutos Agrícolas

A Charoen Pokphand Foods (CP Foods) é um conglomerado alimentar líder com integração vertical, sediado em Banguecoque, Tailândia, e que opera em 17 países em todo o mundo. A empresa estabeleceu uma cadeia de abastecimento completa, desde a pecuária e produção de ração até ao processamento e distribuição de alimentos, mantendo uma rede global de 8.200 explorações agrícolas e 85 unidades de processamento alimentar. Cotada na Bolsa de Valores da Tailândia, a CP Foods registou uma receita de 680 mil milhões de baht tailandeses (aproximadamente 19 mil milhões de dólares) em 2024, sustentando a sua liderança no setor através de operações totalmente integradas e práticas sustentáveis.

Pontos fortes: Os principais pontos fortes da CP Foods são o seu modelo de negócio único e totalmente integrado, que garante controlo desde a produção agrícola até ao retalho, a sua extensa rede global em 17 países com uma enorme escala produtiva de 8.200 explorações, e a sua liderança no setor em práticas sustentáveis, incluindo a redução de emissões de carbono e padrões de bem-estar animal.

Pontos fracos: A rentabilidade permanece vulnerável às flutuações nos preços das matérias-primas, especialmente dos ingredientes para ração. As operações agrícolas em grande escala enfrentam pressão contínua relacionada com a prevenção e controlo de doenças animais. A sua rede global enfrenta múltiplos desafios decorrentes de riscos geopolíticos e dos impactos das alterações climáticas na produção agrícola.

Founded

1978

Workforce

More than 126,000

Facilities

85+

Presence

17+ Países

HQ

Tailândia

Market cap

$4.9B

Market

BKK: CPF
Alimentos e BebidasProdutos AgrícolasProdutos Agrícolas

Muyuan Foodstuff Co., Ltd., com sede em Nanyang, Henan, China, é o maior produtor de suínos verticalmente integrado do mundo. Fundada em 1992 e cotada na Bolsa de Valores de Shenzhen (002714), a empresa gerou uma receita de 144,15 mil milhões de RMB (cerca de 20 mil milhões de dólares EUA) em 2025, abateu um recorde de 77,98 milhões de suínos e processou 28,66 milhões de suínos nos seus próprios matadouros. Com cerca de 140.000 colaboradores e centenas de explorações de sistema fechado da própria empresa — sem externalização do modelo "empresa + agricultor" — a Muyuan controla toda a cadeia, desde o material de reprodução e a alimentação até ao abate e à distribuição em cadeia de frio, alcançando o custo de produção mais baixo do setor.

As centenas de explorações de sistema fechado da Muyuan e mais de 20 matadouros automatizados estão concentradas em Henan e nas províncias vizinhas, e a sua carne de porco refrigerada e produtos preparados chegam já a supermercados e cadeias de restauração em toda a China.

Pontos fortes:
• Maior produção de suínos do mundo: 77,98 milhões de cabeças em 2025, mais do que qualquer produtor de carne de porco cotado a nível global
• Modelo 100% de construção própria: todas as explorações, fábricas de alimentos para animais e matadouros são propriedade da empresa, eliminando o risco de qualidade da agricultura contratada
• Liderança em custos: operações totalmente integradas que entregam o custo de produção por kg mais baixo da suinicultura chinesa
• Expansão do abate: 28,66 milhões de cabeças processadas em 2025, com a receita do negócio de carne a subir 86%, para 45,2 mil milhões de RMB

Pontos fracos:
• Ciclicidade dos preços do porco: o 1.º semestre de 2026 registou um prejuízo de 6,08 mil milhões de RMB devido à forte correção dos preços domésticos dos suínos
• Risco de doença: a peste suína africana e os custos de gestão de epidemias continuam a ser ameaças para todo o setor
• Risco de concentração: a receita depende esmagadoramente do mercado chinês de carne de porco

A empresa abateu 28,66 milhões de suínos em 2025, com a receita da sua divisão de carne a subir 86%, para 45,2 mil milhões de RMB, marcando a sua transição de vendedora de suínos em vivo para empresa de proteína de marca.

Founded

1992 (registered as a company in 2000)

Workforce

About 127,600

Facilities

20+ matadouros e centenas de explorações agrícolas integradas

Presence

China, exportações para mercados globais

HQ

China

Market cap

$35.5B

Produtos AgrícolasProdutos AgrícolasProdutos Agrícolas

A Fonterra Co-operative Group Limited é uma cooperativa de laticínios líder global, com sede em Auckland, Nova Zelândia. Propriedade de aproximadamente 10.000 agricultores neozelandeses, a Fonterra opera em mais de 140 países, especializando-se na produção e exportação de ingredientes lácteos, incluindo leite em pó, queijo e manteiga. Com uma receita de NZ$ 23,4 mil milhões em 2024, mantém a sua posição como uma das maiores exportadoras de laticínios do mundo, graças às vantagens exclusivas da fonte de leite neozelandesa e a uma rede global de cadeia de abastecimento.

Pontos fortes: Os principais pontos fortes da Fonterra são o seu modelo único de cooperativa propriedade de agricultores, com 10.000 membros que partilham os lucros, a sua reputação de qualidade premium baseada nas fontes de leite puras da Nova Zelândia em ingredientes lácteos de alto valor, e uma rede global abrangente de cadeia de abastecimento em 140 países, com forte capacidade de exportação.

Pontos fracos: A rentabilidade permanece vulnerável às flutuações cíclicas dos preços internacionais dos laticínios. Como empresa orientada para a exportação, enfrenta riscos contínuos de volatilidade cambial. Regulamentações ambientais globais cada vez mais rigorosas e exigências de sustentabilidade aumentam constantemente os custos operacionais de conformidade.

Founded

2001

Workforce

About 19,000

Facilities

Mais de 100 Instalações de Processamento

Presence

50 Estados nos EUA

HQ

Nova Zelândia

Market cap

$564.7M

Alimentos & BebidasAlimentos e BebidasProdutos Agrícolas

A New Hope Liuhe Co., Ltd. é uma empresa chinesa do setor agrícola e de proteína animal cotada na Bolsa de Valores de Shenzhen, onde negoceia sob o nome NEW HOPE com o código de ação 000876.
A empresa foi constituída em 4 de março de 1998 e admitida à cotação no mesmo ano; a sua sede registada situa-se na Zona de Desenvolvimento Industrial de Alta Tecnologia, em Mianyang, província de Sichuan, enquanto o seu endereço de escritório é 376 Jinshi Road, Jinjiang Industrial Park, Chengdu, Sichuan, com um segundo escritório em Wangjing SOHO, distrito de Chaoyang, Pequim. O seu acionista controlador é a New Hope Group Co., Ltd.
No exercício de 2025, a empresa reportou 43.753 colaboradores e um volume de negócios de 106,86 mil milhões de RMB, face a 103,06 mil milhões de RMB em 2024 e 141,70 mil milhões de RMB em 2023, e um prejuízo líquido atribuível aos acionistas de 1,78 mil milhões de RMB. O negócio concentra-se em duas áreas: alimentação animal e criação e abate de suínos. A receita de alimentação animal atingiu 76,02 mil milhões de RMB em 2025, um aumento de 10,66%, com vendas totais de alimentação animal de 29,74 milhões de toneladas, o que a empresa afirma equivaler a 8,7% da produção nacional da China; as vendas de alimentação animal no estrangeiro foram de 6,38 milhões de toneladas. O negócio de suínos gerou 28,53 mil milhões de RMB, com 17,55 milhões de suínos em stock no final de 2025 — uma posição que a empresa descreve como a terceira entre as empresas chinesas cotadas — após ter vendido 13,79 milhões de porcos acabados e 3,76 milhões de leitões nesse ano.
A empresa está ativa no estrangeiro há mais de duas décadas, operando mais de 60 subsidiárias e sucursais em 15 países e regiões, e afirma ter construído operações de criação de suínos em escala desde 2016.

Founded

1998 (New Hope Group, 1982)

Workforce

About 70,000

Facilities

Mais de 300 oficinas de produção em mais de 10 países; capacidade de rações superior a 28 milhões de toneladas por ano

Presence

15+ Países

HQ

China

Market cap

$5.0B

Alimentos e BebidasProdutos AgrícolasProdutos Agrícolas

A Guangdong Wens Foodstuffs Group Co., Ltd. é uma das principais empresas integradas verticalmente de pecuária e avicultura da China, com sede em Yunfu, província de Guangdong.

Operando um modelo único de cooperativa entre empresa e agricultores, a Wens gerencia toda a cadeia produtiva, desde a reprodução, produção de ração, manejo da criação, até o abate e distribuição. A empresa é um dos maiores produtores de carne suína e de aves da China, com uma produção anual que ultrapassa 2 milhões de toneladas de produtos cárneos.

Founded

1983

Workforce

About 52,000

Facilities

Cerca de 400 subsidiárias controladas, com explorações de reprodução, fábricas de rações e unidades de abate de aves e suínos em mais de 20 províncias

Presence

Mais de 20 províncias na China

HQ

China

Market cap

$15.2B

Alimentos e BebidasProdutos AgrícolasProdutos Agrícolas

A BRF S.A. é uma empresa líder global de processamento de alimentos verticalmente integrada, com sede em Itapevi, São Paulo, Brasil. Atuando em mais de 150 países, é especializada no processamento de aves e suínos, além da fabricação de alimentos com marca, mantendo uma rede global de 53 plantas produtivas e 1.200 fazendas. Listada duplamente nas bolsas de valores brasileira e de Nova York, a BRF registrou receita de R$ 58 mil milhões (aproximadamente US$ 11,6 mil milhões) em 2024, sustentando sua posição de destaque por meio de uma cadeia de suprimentos global integrada e um forte portfólio de marcas.

Pontos fortes: Os pontos fortes da BRF são sua cadeia de suprimentos global em 150 países, com capacidade produtiva em escala de 53 plantas, um portfólio de marcas poderoso, incluindo Sadia e Perdigão, que mantêm a liderança de mercado, e expertise especializada em alimentos halal, com práticas sustentáveis líderes no setor.

Pontos fracos: A lucratividade enfrenta pressões duplas das flutuações nos preços das commodities e das variações cambiais. Sua rede global encontra riscos geopolíticos e incertezas nas políticas comerciais em diferentes mercados. A concorrência internacional cada vez mais intensa desafia continuamente sua participação de mercado e margens de lucro.

Founded

2009 (Sadia brand, 1934)

Workforce

About 100,000

Facilities

50+ Fábrica de Processamento

Presence

Mais de 150 países

HQ

Brasil

Market cap

$5.7B

Market

B3: BRFS3
Alimentos e BebidasProdutos AgrícolasProdutos Agrícolas
10Cal-Maine Foods, Inc.

Cal-Maine Foods, Inc.

Estados Unidos

A Cal-Maine Foods, Inc. é a maior produtora de ovos com casca dos Estados Unidos, fundada em 1957 e gerida a partir de Ridgeland, Mississippi. Não é membro da Fortune Global 500 e está longe de o ser: a receita do exercício de 2025 de 4,262 mil milhões de dólares é cerca de um oitavo do limiar de 32,2 mil milhões de dólares usado na lista de 2025, e nenhuma empresa-mãe a precede com um lugar a herdar. A razão pela qual aparece com essa dimensão é o lucro gerado no exercício de 2025 — 1,220 mil milhões de dólares de lucro líquido sobre 4,262 mil milhões de dólares de vendas, uma margem líquida acima de 28 por cento num alimento básico.

Dois negócios diferentes cabem nesse número. Os ovos especiais — linhas sem gaiola, biológicas e enriquecidas nutricionalmente — representaram 36,7 por cento do volume e vendem-se com um prémio por grosso, frequentemente ao abrigo de acordos de fornecimento com cadeias de retalho e não ao preço que o mercado spot paga nesse dia. Os outros 63,3 por cento foram ovos com casca convencionais, uma verdadeira matéria-prima cotada a partir de uma cotação nacional que pode duplicar ou reduzir para metade num ano. O exercício de 2025 foi um ano em que a metade de matéria-prima se comportou como a metade premium: surtos de gripe aviária altamente patogénica retiraram dezenas de milhões de galinhas do efetivo nacional, os preços dispararam e as 51,8 milhões de aves da própria Cal-Maine continuaram a pôr.

O património por trás desses ovos é invulgarmente completo para uma empresa com 4 000 colaboradores. A Cal-Maine detém 49 explorações de poedeiras, classifica e embala através de 50 unidades e produz a sua ração em 30 fábricas, com 2 incubadoras a fornecer aves de substituição. O alojamento sem gaiolas e o isolamento rigoroso entre locais mantiveram o efetivo perto de 51,8 milhões enquanto o inventário nacional era despovoado em seu redor. Mais de 1,1 mil milhões de dúzias de ovos frescos saem do negócio todos os anos, quase todos para os canais de retalho alimentar e restauração dos EUA; a receita na China foi zero, e nenhuma outra empresa aqui não ganha nada nesse mercado.

O exercício de 2026 mostrou o que a mesma base de ativos rende num ano normal. A receita caiu para 2,912 mil milhões de dólares à medida que os preços se normalizaram e a oferta recuperou, cerca de dois terços do valor do exercício de 2025, com o lucro a cair ainda mais. Essa distância é a leitura honesta do ano recorde: um acontecimento de preços que incidiu sobre um negócio com um volume de negócios de alguns milhares de milhões de dólares por ano, e não um nível de resultados permanentemente mais elevado. Explica também a lista de compras — a Echo Lake Foods por 258 milhões de dólares, os ativos da marca Van's Foods comprados à Sara Lee, os ativos de ovos da ISE America e a Creighton Brothers — todas vias dos ovos de matéria-prima para o ovo líquido, as omeletes e os produtos de pequeno-almoço prontos a comer.

Essa direção importa mais do que a dimensão das operações. Um ovo com casca é cotado a partir de uma cotação pública, pelo que o produtor absorve toda a variação; um produto de ovo formulado para uma cadeia de restauração é cotado a partir de um contrato e não de uma cotação. A Cal-Maine também não detém todos os nomes sob os quais vende — a marca Egg-Land's Best chega aos consumidores através de um acordo de franquia e não como propriedade do grupo. O seu portefólio de marcas é reduzido ao lado dos processadores de carne aqui presentes, consequência de classificar ovos para cadeias de retalho em vez de os comercializar junto das famílias.

Duas exposições vão decidir o próximo ciclo. A doença é a primeira: a gripe aviária não foi eliminada, e um complexo infetado pode anular um efetivo que levou meses a entrar em postura. A segunda é jurídica — em meados de 2026 a empresa chegou a acordo com o Departamento de Justiça dos EUA e 17 procuradores-gerais estaduais sobre o fornecimento e os preços dos ovos durante o surto, encerrando um litígio que pairou precisamente sobre o ano que gerou o lucro recorde. A posição da Cal-Maine assenta no controlo físico do fornecimento de ovos dentro de um único país e numa mistura que transporta mais de um terço do seu volume em linhas de maior margem. Não tem negócio na China a perder nem um segundo país onde crescer, o que fixa o teto em 81.

Founded

1957

Workforce

About 4,000

Facilities

49 granjas de poedeiras, 50 unidades de embalagem, 30 fábricas de ração e 2 incubatórios, em 15 estados dos Estados Unidos

Presence

Apenas Estados Unidos; sem receita na China

HQ

Estados Unidos

Type

Brand

Market

Cotada; NASDAQ: CALM. Não integra a Fortune Global 500.

Produtos AgrícolasProdutos AgrícolasProdutos Agrícolas

Perguntas Frequentes

05
Por que razão uma tabela de marcas de pecuária e avicultura coloca os matadouros acima dos agricultores que criam os animais?
Uma tabela de marcas para pecuária e avicultura não pode classificar a criação como tal, porque a fazenda não é onde uma marca é comprada, e as duas empresas no topo desta deixam isso claro. A JBS e a Tyson Foods lideram com 86,2 bilhões de dólares e 54,44 bilhões de dólares, e ambas movimentam a maior parte desse dinheiro convertendo animais em carne. A JBS opera mais de 500 plantas de processamento em mais de 190 países com capacidade diária para 100.000 bovinos, 140.000 suínos e 14 milhões de aves; a Tyson detém mais de 100 locais de produção primária e vende para mais de 130 países, e sua divisão de carne bovina passou 2025 fechando plantas no Kansas e em Illinois porque o gado vivo ficou caro demais para alimentar através delas. Nenhuma é um negócio de pecuária no sentido que um criador usaria a palavra. Uma abate e negocia; a outra abate e cria marcas.

O que o peso de 35% em marca realmente recompensa. Uma marca vive onde uma decisão de compra é tomada, e neste setor essas decisões se concentram no varejo e no food service. A Seara registrou seu maior volume de exportação dentro da JBS em 2025; a Tyson empurrou produtos portáteis de alta proteína para o mercado americano; ambos os nomes estão em embalagens que um comprador ou um chef reconhece. O nome da Muyuan está em sacos de ração, material genético e carne suína no atacado, e em um mercado onde a maior parte da carne suína chinesa ainda passa por mercados úmidos e processadores em vez de uma embalagem de marca, a mesma escala industrial produz muito menos reconhecimento do consumidor. O índice mede essa diferença, e a diferença é real e não um defeito no método.

Onde o ranking deixa de ser útil. Lido como uma medida de quem controla o trecho em que um animal se torna carne, a ordem é precisa: JBS, Tyson, WH Group e CPF ganham lá. Lido como uma medida de quem pode criar animais, ele inverte o setor. A Muyuan colocou 77,981 milhões de suínos em seus galpões em 2025 a um custo total de 12 yuans por quilograma, o mais baixo do setor, e cresceu seu braço de abate em 128,9% para 28,663 milhões de cabeças. Com 89 pontos, ela fica em quinto lugar, atrás de empresas cujos nomes chegam ao comprador como carne de marca e não como animais. Nada aí está errado nos testes ponderados, o que significa que o leitor tem que fornecer a pergunta que a página responde.

O que mudaria a ordem. A VerityRank mantém uma segunda tabela nesta série, pontuada com base na capacidade de produção própria em vez do alcance da marca, e as mesmas empresas ficam em uma sequência diferente lá. Essa é a maneira honesta de lidar com a tensão: um índice de marcas não deve fingir medir a criação, e um índice de capacidade não deve fingir medir a fama. Forçar um único número a responder a ambas as perguntas produziria uma pontuação que não responde a nenhuma, e é por isso que oito dessas dez empresas são pontuadas duas vezes e por que se espera que o leitor olhe a pergunta por trás da tabela antes da tabela em si.

A chamada que esta página faz. Um ranking que colocasse a Muyuan em primeiro seria um ranking de produção vestindo o título de marca. A VerityRank pontua marcas, então a camada de marca vence, e duas empresas cujas demonstrações de resultados são dominadas pelo abatedouro, pela cadeia de frio e pela mesa de negociação ocupam os dois primeiros lugares, enquanto a empresa de pecuária mais produtiva do mundo fica em quinto com base apenas em seu nome e sua base física. Leia a coluna de pontuação em vez da posição para a história da criação, e trate 92 como uma declaração sobre reconhecimento e receita, não sobre pecuária.
New Hope Liuhe: por que razão a subsidiária cotada de uma empresa-mãe da Fortune 500 obtém apenas 85 pontos?
A New Hope Liuhe pontua 85 porque o lugar na Fortune pertence à sua controladora, e o índice pontua entidades e não grupos. O New Hope Holding Group está em 426º na Fortune Global 500 de 2025. A empresa nesta página, a New Hope Liuhe (SZSE: 000876), é a subsidiária listada desse grupo e não ocupa posição própria. Seu faturamento de aproximadamente 15,0 bilhões de dólares chega a menos da metade da linha de 32,2 bilhões de dólares que a lista de 2025 traçou, e a faixa de 90 a 100 no Índice de Autoridade de Marca em Pecuária e Avicultura é reservada para empresas que ultrapassam essa linha com suas próprias contas. Uma subsidiária não herda a qualificação, e o lugar de um grupo não desce até a empresa operacional que vende sob a marca.

O que a fronteira custa, e o que ela não toca. Em medidas industriais, a New Hope Liuhe pertence ao top ten. Ela opera mais de 300 oficinas de produção em mais de 10 países, carrega capacidade de ração acima de 28 milhões de toneladas por ano, abate mais de 500 milhões de aves e cria mais de 16 milhões de suínos anualmente com aproximadamente 70.000 funcionários. Esses são os números que a mantêm em sétimo e não mais abaixo. O que a fronteira remove é apenas uma coisa: a faixa de receita. O faturamento consolidado de uma controladora inclui negócios que a subsidiária não possui, então pontuar a subsidiária com base nele creditaria uma empresa com dinheiro que ela nunca registra, que é o mesmo erro que classificaria um licenciador de marca acima da planta que realmente fabrica o produto.

A regra corta nos dois sentidos nesta página. A WH Group com 28,03 bilhões de dólares é o erro mais próximo e não deve nada a uma controladora: ela arquiva suas próprias contas consolidadas e essas contas ficam abaixo da linha, e é por isso que um grupo com capacidade para mais de 50 milhões de suínos por ano pontua 88 e não 92. A JBS mostra a borda oposta. Ela está em 167º na lista publicada de 2025 com 77.182,6 milhões de dólares enquanto reporta 86,2 bilhões de dólares para o ano fiscal de 2025, porque a lista pega as contas da entidade requerente para o ano que cobre e não o último ano fiscal. Cada teste nesta página é aplicado a uma entidade legal e suas próprias declarações, nunca a uma família de empresas.

Como ler 85 em relação às empresas acima dela. A WH Group com 88 arquiva suas próprias contas, erra a linha em 28,03 bilhões de dólares e ainda pontua três pontos acima da New Hope Liuhe, enquanto a Muyuan com 89 ganha seu faturamento em um mercado e uma categoria. A diferença de quatro pontos entre 85 e 89 não é uma diferença em competência industrial, que as três compartilham, mas em quanto da marca um comprador reconheceria na rua e quanto da receita a entidade pontuada pode chamar de sua. Leitores comparando grupos chineses de ração e criação devem comparar pegadas operacionais primeiro e pontuações depois, porque as pontuações foram construídas para separar marcas e não fazendas, e a New Hope Liuhe é um nome de ração que também por acaso cria.

O que o 85, portanto, diz. Ele descreve uma empresa com uma pegada industrial de primeira linha e faturamento de segunda linha, e coloca um preço no reconhecimento por trás do nome: a New Hope é uma marca de ração primeiro e uma marca de carne depois, e seu trabalho em 2025 – alienações de ativos, um balanço mais leve, um quarto trimestre prejudicado pela queda dos preços dos suínos e impairment de ativos biológicos – lê-se como um negócio administrando um ciclo e não comprando presença de marca. A pontuação não é uma penalidade direcionada à estrutura da controladora. É a pontuação da empresa que existe, e qualquer leitor que queira o grupo deve ler as próprias declarações do grupo.
Como é que duas cooperativas detidas por agricultores constroem marcas de forma diferente das empresas cotadas que as rodeiam?
A propriedade decide para que serve uma marca, e os dois negócios de propriedade dos produtores nesta série mantêm marcas por uma razão diferente das empresas listadas que os cercam. A Fonterra está em sexto nesta página com 87 pontos sobre 26,0 bilhões de dólares neozelandeses, cerca de 16,0 bilhões de dólares, coletados como mais de 16 bilhões de litros de leite e processados através de 28 grandes plantas automatizadas na Nova Zelândia, com exportações para mais de 130 países, aproximadamente 19.000 funcionários e cerca de 4,2 bilhões de dólares desse faturamento registrados na China. Suas unidades são negociadas na NZX e na ASX, mas as fazendas que abastecem essas plantas detêm os votos. A Danish Crown é a outra cooperativa da série e aparece na tabela de fabricantes: fundada em 1887, não listada, 65,0 bilhões de coroas dinamarquesas, cerca de 9,55 bilhões de dólares, propriedade dos produtores que entregam suínos em seus abatedouros.

Empresas listadas criam marcas para o produto, cooperativas criam marcas para a origem. Um processador listado gasta em marca para elevar o preço que um comprador paga pela embalagem, e qualquer margem que isso crie pertence aos acionistas. Uma cooperativa gasta em marca para defender o que o membro recebe pelo leite ou pelos suínos, e o excedente retorna como pagamento, o que torna cada dólar de marketing um dólar que não está no cheque de leite desta temporada. É por isso que as duas respondem de forma diferente à mesma pergunta. A separação da Fonterra de suas marcas de consumo, incluindo a Anchor, para concentrar capital em ingredientes lácteos B2B e soluções de food service decorre disso: com 16 bilhões de litros por trás dela, a cooperativa ganha mais como a origem certificada e a especificação por trás da etiqueta de outra pessoa do que como inquilina de espaço de prateleira no varejo. A Danish Crown segue o caminho oposto, porque seus membros entregam carne fresca no varejo europeu onde a embalagem em si é o produto.

O capital é a divisão mais nítida. Uma empresa listada pode levantar capital contra uma história de marca e um plano de crescimento. Uma cooperativa só pode retê-lo do fluxo de leite ou suínos, o que estabelece um teto para a rapidez com que constrói e por quanto tempo pode carregar um nome que retorna lentamente. O 87 da Fonterra fica abaixo da CPF com 89 e da Muyuan com 89, empresas com faturamento maior, e também abaixo da New Hope Liuhe com 85 pontos e aproximadamente 15,0 bilhões de dólares, um negócio menor que gasta seu dinheiro de marketing nos termos de uma empresa listada. A Danish Crown com 82 fica nivelada com a BRF e a Wens na mesma marca. A propriedade cooperativa não é um modelo de marca mais fraco. É um ativo diferente, carregando uma obrigação de pagamento que os pares listados não têm.

O julgamento. As cooperativas constroem nomes que são auditáveis e de grau de especificação em vez de emocionais, o que é uma força com compradores industriais e uma desvantagem em um índice que dá 35% do peso à influência da marca. Qualquer futura cooperativa de laticínios ou carne suína que queira um lugar mais alto em uma página como esta terá que comprar reconhecimento do consumidor com capital que seus membros prefeririam ver no pagamento, e a pergunta honesta é se essa troca vale a pena. A resposta da Fonterra está registrada: não vale.
Cal-Maine Foods: por que razão a receita mais baixa desta página gera o lucro mais elevado?
A Cal-Maine Foods registra um faturamento de 4,262 bilhões de dólares e um lucro líquido de 1,220 bilhão de dólares, uma margem próxima de 28,6% em um negócio de commodities onde dígitos únicos são o normal, e essa combinação é o fato mais instrutivo desta página. Para dar escala: a JBS lucrou 2,02 bilhões de dólares sobre 86,2 bilhões de dólares, de modo que o lucro da Cal-Maine equivale a cerca de 60% do da JBS com menos de 5% da receita; a Tyson lucrou 474 milhões de dólares, menos da metade, com quase treze vezes o faturamento. O lucro líquido da WH Group, de 1,591 bilhão de dólares sobre 28,03 bilhões de dólares, representa uma margem de 5,7%. A menor empresa aqui supera a maior em uma ordem de magnitude em rentabilidade, e a razão é estrutural, não fruto de uma gestão sortuda.

De onde vem a margem. Dois fatos estão por trás dela. O primeiro é o mix: 36,7% do volume são ovos especiais – livres de gaiola, orgânicos, enriquecidos com selênio – que carregam preços bem acima dos ovos de casca convencionais, contra 63,3% convencionais. Esse mix é uma decisão empresarial, tomada ao longo de anos, e rende mais por dúzia a cada volta do ciclo. O segundo é a doença: a influenza aviária de alta patogenicidade eliminou plantéis de postura em todo os Estados Unidos em 2025, a oferta se apertou, os preços dos ovos subiram, e uma empresa que detém 51,8 milhões de galinhas poedeiras em 49 granjas de postura, 50 unidades de embalagem, 30 fábricas de ração e 2 incubatórios capturou a diferença em mais de 1,1 bilhão de dúzias de ovos. O primeiro se repete. O segundo, não, e separar os dois é toda a tarefa analítica.

Por que o plantel resistiu. O prêmio só chega a um produtor que ainda tem galinhas para vender nesse cenário. O sistema de alojamento livre de gaiola e o regime de biossegurança da Cal-Maine mantiveram seu plantel em 51,8 milhões de galinhas poedeiras durante um surto que dizimou o plantel nacional em todo o país, de modo que a empresa cobrou o preço em vez de pagá-lo em aves abatidas e frangas de reposição. Um concorrente que perdeu um galpão perdeu a margem e o capital para reconstruir ao mesmo tempo, e as duas perdas chegam juntas, o que é exatamente por que o gasto com alojamento e isolamento é o único seguro que esta indústria tem.

Escala sem diversificação. Cerca de 4.000 pessoas operam essa rede, o que faz da Cal-Maine o negócio com o quadro mais enxuto entre os dez primeiros, com ampla margem: 4,262 bilhões de dólares de faturamento sobre esse quadro equivale a cerca de 1,07 milhão de dólares de receita por funcionário, contra 0,41 milhão de dólares na Tyson e 0,31 milhão de dólares na JBS. É também a única participante sem nenhuma receita chinesa. É também a única empresa de categoria única aqui: um animal, um produto, um país. Um produtor de categoria única não tem transferência interna de margem, de modo que um ano ruim para os ovos não tem nada que o compense, e nenhum outro segmento pode subsidiar uma reconstrução após um abate sanitário. O resultado de 2025 é o que essa estrutura parece em um ano bom, e a mesma estrutura é a razão pela qual os anos bons chegam junto com a doença.

O julgamento. Uma margem líquida de 28,6% é um evento de preço, não uma franquia, e a própria alocação de capital da Cal-Maine admite o ponto: a Echo Lake e a Van's Foods foram compradas para direcionar volume para ovos líquidos e produtos de ovo prontos para consumo, onde os ganhos são contratuais em vez de cíclicos. O índice pontua durabilidade, não o ano de pico, e é por isso que o maior lucro líquido da página pertence à menor pontuação, 81. Quem lê esse 81 como um veredito sobre o negócio leu mal a coluna: é um veredito sobre repetição, e o ganho extraordinário de 2025 é precisamente o que a pontuação se recusa a capitalizar.
WH Group, Muyuan, New Hope Liuhe e Wens: o que revelam quatro participantes chineses sobre quatro posições numa mesma tabela?
Quatro empresas chinesas figuram nesta tabela e nenhuma duas delas ocupa a mesma posição, porque fizeram quatro apostas diferentes sobre onde reside o valor na cadeia de proteína da China. A WH Group ocupa o terceiro lugar com 88 pontos como processadora de marca: mais da metade de seu faturamento e mais de 90% de seu lucro operacional vêm de carne embalada em vez de suína fresca, opera plantas na China, nos Estados Unidos, na Polônia, na Romênia e no México, detém capacidade para mais de 50 milhões de suínos por ano e vende mais de 3 milhões de toneladas de carne processada, com cerca de 13,5 bilhões de dólares de receita registrados na China e 106.000 funcionários. Sua aposta é o rótulo da embalagem, e a Shuanghui e a Smithfield lhe dão dois deles.

A Muyuan faz a aposta na produção. Quinta com 89 pontos, criou 77,981 milhões de suínos em 2025 e registrou 144,145 bilhões de yuans, cerca de 20,2 bilhões de dólares, integralmente provenientes da China – a maior base de receita de mercado único entre essas quatro. Sua aposta é custo e controle: 12 yuans por quilograma de custo total de produção, 98,8% de utilização de capacidade em um braço de abate que cresceu 128,9% para 28,663 milhões de cabeças, e galpões e plantas que possui integralmente em vez de contratar. Enquanto a WH Group lucra com o que se faz com o animal, a Muyuan lucra por produzir o animal barato desde o início.

A New Hope Liuhe e a Wens ocupam as outras duas posições. A New Hope Liuhe é uma empresa de ração que também cria: mais de 28 milhões de toneladas de capacidade anual de ração e mais de 300 unidades de produção em mais de 10 países, com mais de 500 milhões de aves abatidas e mais de 16 milhões de suínos criados por ano com cerca de 70.000 funcionários, sétima com 85 pontos e mantida fora dos 90 pela posição da controladora na Fortune, que não se transfere. A Wens opera uma rede em vez de um rebanho: 45.000 famílias de granjas cooperadas produzindo mais de 30 milhões de suínos e mais de 1,1 bilhão de aves, 13,2 bilhões de yuans devolvidos a essas famílias em 2025, 103,862 bilhões de yuans de faturamento, cerca de 14,6 bilhões de dólares, oitava com 82 pontos.

Todas as quatro caminham na mesma direção a partir de pontos de partida diferentes. A Muyuan elevou o abate em 128,9% para 28,663 milhões de cabeças e agora vende carne suína além de suínos. A Wens está impulsionando pratos preparados e capacidade de abate sob sua linha Jiawei para se afastar da venda de animais vivos. A New Hope Liuhe quer distribuir carne resfriada sobre um negócio de ração que ofusca sua criação. A WH Group concluiu a viagem anos atrás, com carne processada acima da metade do faturamento e mais de 90% do lucro operacional. Cada uma das quatro tenta possuir mais da cadeia, e a posição de partida decide o que o próximo dólar de capital compra: suínos mais baratos na Muyuan, alcance de marca mais rápido na WH Group, mais famílias na Wens, mais volume de ração na New Hope Liuhe.

O que a ordem diz. Dentro dessas quatro, a coluna de posição acompanha exatamente o faturamento – 28,03 bilhões de dólares, 20,2 bilhões de dólares, 15,0 bilhões de dólares, 14,6 bilhões de dólares – enquanto a coluna de pontuação não o faz, já que os 89 da Muyuan ficam acima dos 88 da WH Group com uma receita muito menor. Essa diferença é onde as duas empresas se distinguem em espécie, não em tamanho: uma possui a marca, a outra possui o galpão, e o índice atribui 35% de seu peso à primeira. Quatro participantes chinesas, quatro apostas, uma conclusão que o leitor pode levar consigo. Esta página recompensa a empresa que possui o nome na embalagem em vez da empresa que possui os animais, e o faz de forma consistente, do primeiro ao oitavo lugar.